“A borracha cega, mas não cala”, diz fotógrafo atingido por bala de borracha da PM
 

O fotógrafo Sérgio Silva, de 31 anos, foi atingido por uma bala de borracha enquanto fazia a cobertura fotográfica da manifestação realizada no dia 13 de junho contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo. A repressão violenta da Polícia Militar cegou o olho esquerdo do fotógrafo.

Assim como Sérgio, em diversas cidades do Brasil, muitas têm sido as vítimas das chamadas ‘armas menos letais’, como a bala de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, durante protestos e manifestações.

Diante deste cenário de intensa repressão policial, um abaixo-assinado pelo fim da utilização destas armas contra os manifestantes está circulando na internet. (Para assinar, clique aqui)

O pedido é direcionado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, ao secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, e ao Comandante Geral da Polícia Militar de São Paulo, Benedito Roberto Meira. O objetivo é proibir que elas sejam utilizadas em manifestações políticas.

“O Estado deve formar policiais que tenham outras repostas para as manifestações que não seja a violência, e para que armas desse nível não sejam utilizadas no acompanhamento de manifestações, onde a sociedade busca defender seus direitos. É necessário repensar como a polícia deve agir. Dessa forma, defendo que a extinção dessas armas deve ser imediata”, afirma o fotógrafo Silva, no texto em que explica o propósito do abaixo-assinado. (com informações do Sindicato dos Químicos Unificados)

 

Confira a entrevista feita pelo Coletivo Menos Letais:

 

 

 

 

Créditos do vídeo:

Entrevistas: Leonardo Blecher
Imagens: Jeferson Stader e Leonardo Blecher
Edição: Jeferson Stader e Leonardo Blecher
Arte: Anah Assumpção

 

 

Fonte: Brasil de Fato, 9/8/13.

 


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