Servidores Públicos ocupam Largo da Carioca

28 de outubro é o dia do servidor público. Mas nos últimos tempos estes trabalhadores não têm tido motivos para comemorar. Áreas como saúde, educação e segurança, têm sofrido uma série de ataques por parte dos governos municipal, estadual e federal. São cortes de verba constantes, atraso nos pagamentos e perseguição aos servidores.
Para defender a qualidade, o respeito ao serviço público e dialogar com a população sobre a importância desta luta, trabalhadores promoveram, no dia 27 de outubro, no Largo da Carioca, uma atividade que contou a prestação de diversos serviços. Foram aulas públicas, medição de pressão e glicemia, distribuição de mudas, mapas, orientações sobre saúde sexual e reprodutiva, além de apresentações culturais.

“Nós estamos aqui na rua, mais uma vez, resistindo aos ataques do governo. E não é um ataque apenas aos servidores, é um ataque aos serviços públicos. Você que está passando, não pense que você não tem nada a ver com isso. Quando você procura um serviço público e não é atendido, é por conta de todos os ataques que estamos sofrendo. Quando o governo coloca na mídia que tem que tirar privilégios dos servidores, significa desmontar cada vez mais o serviço público de qualidade, significa sucatear o serviço”, denunciou Ivanilda Reis, trabalhadora da UFRRJ e coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (SINTUR-RJ) e da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).

“Pezão e Temer querem vender o serviço público porque eles não precisam do serviço público. Eles roubaram o nosso dinheiro e podem pagar uma universidade privada, um hospital privado, podem pagar peles serviços que eles precisam, ao contrário da maior parte da população brasileira”, acrescentou Markos Klemz, professor da UFRRJ e presidente da ADUR. “Defender a qualidade, a integridade do serviço público é defender os interesses de todos os trabalhadores. A luta pelo serviço público, contra a privatização, é uma luta de todos, de todo mundo que precisa de atendimento gratuito em hospitais, escolas, e outros estabelecimentos que são voltados para a população brasileira”, enfatizou.
Servidores públicos na praça

O acesso à saúde ilustra o quanto a defesa pelo serviço público interessa à toda população. Joana Iabrudi, professora de Enfermagem da UERJ participou da atividade junto de estudantes do curso oferecendo orientações sobre métodos contraceptivos e saúde sexual.

“Essa atividade é só um pequena mostra do que o funcionalismo pode oferecer para a população. Em tempos em que a oferta é “venha para um plano privado” porque ali você tem a garantia de uma saúde melhor, a gente questiona muito quem vai fazer ações de prevenção à saúde. Saúde não é só tratar quando você está doente, mas também prevenção para que aquela situação não avance. Quem vai atender aquelas populações mais distantes? Hoje em dia nós temos o Sistema Único de Saúde, que é um exemplo seguido em outros países pelo seu êxito em vários aspectos. Não podemos deixar isso acabar em nome de uma falácia, porque o plano de saúde suplementar não alcança as pessoas mais precarizadas”, comentou.

No fim da tarde, a tenda também recebeu artistas. A primeira a se apresentar foi a cantora Nina Rosa, que integra o circuito do samba e destacou: “O samba também está nas ruas e nas praças, na luta”.




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