A Greve que Vem: trabalhadores e juventude lotam o centro do Rio no dia 22
- ADUR

- 29 de set. de 2016
- 2 min de leitura
Mais de 5 mil pessoas foram às ruas no centro do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (22), exigir a saída de Michel Temer da presidência do Brasil e lutar contra a retirada de direitos sociais e os ataques ao serviço público promovidos pelo governo. O ato, convocado pelas frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e Frente de Esquerda Socialista em conjunto com as centrais sindicais, saiu da Candelária e foi até a sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Na RURAL, os trabalhos do Dia Nacional de Mobilização começaram cedo. Mal o dia raiou e técnicos, docentes e estudantes já se movimentavam para dar conta das atividades de paralisação. Enquanto a comunidade universitária se espalhava pelo campus para mobilizar os colegas, docentes da rede pública de Seropédica agitavam a BR- 465, em frente ao SEPE. Ao meio-dia: pausa para o almoço. Mais tarde, a roda de conversa sobre austeridade resumiu o que a temida PEC 241 representa: o Governo Federal deixa de ter uma porcentagem mínima para os investimentos em saúde e educação. Por falar em educação, o Marco Legal da Ciência e Tecnologia também foi pauta da roda. Assinado por Dilma no começo do ano, o documento dispensa a obrigatoriedade de licitações para investimentos em pesquisa; permite que o Estado financie empresas e aponta a saída das universidades públicas da pasta do Ministério da Educação para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação. Quem participava da roda deu o tom: não podemos sossegar, o trabalho de base é cotidiano. Às quatro da tarde, três ônibus saíram da Rodoviária da UFRRJ com destino à Candelária. No meio caminho, veio a notícia: Temer assinou a MP do Ensino Médio. Durante o restante do trajeto, olhares descontentes se cruzavam. Ninguém estava feliz em saber que moral e cívica entraria no lugar das humanidades. Temer segue jogando combustível na fogueira do “nenhum direito a menos” que, dia 22 de setembro, ocupou as ruas do centro do Rio de Janeiro.




