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AMAR SEM TEMER

  • Foto do escritor: ADUR
    ADUR
  • 20 de set. de 2017
  • 2 min de leitura

Não é de hoje que o conservadorismo em meio ao Poder Judiciário impõe a tarefa de vigilância constante aos movimentos sociais. Esta semana, fomos surpreendidos com a postura retrógrada do juiz Waldemar Claudio de Carvalho (Justiça Federal do DF) que permitiu, em caráter liminar, psicólogos tratarem gays e lésbicas como doentes. Segundo o juiz, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) não poderá impedir que profissionais da área façam terapias de “reversão de orientação sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do órgão. Desde a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou de seus autos a caracterização da homossexualidade como doença, sendo tal decisão replicada pelo CFP em 1999. Agora, com esta prerrogativa judicial, tratamentos terapêuticos poderão encarar a homossexualidade, novamente, como um desvio mental e psicológico. Chama atenção que esta decisão é tomada bem próximo à divulgação da descoberta de um software, desenvolvido pela Universidade de Stanford (Estados Unidos), que sugere “identificar pelos traços faciais” a população gay e lésbica. Em meio às críticas da comunidade científica sobre esta descoberta, no Brasil, o poder judiciário contesta a decisão do CFP, entidade responsável por avaliar as perspectivas profissionais da área da Psicologia. Por reconhecer a importância da comunidade LGBTTTI na UFRRJ, e também em toda a periferia do Rio de Janeiro, a diretoria da ADUR-RJ repudia, veementemente, a postura intransigente e ameaçadora do juiz Waldemar Claudio de Carvalho sobre a liberação de terapias de “reversão de orientação sexual”. Lembramos que o Brasil é um dos países que mais assassina travestis, transexuais, gays e lésbicas no mundo. Neste sentido, convocamos a comunidade ruralina para promover mais debates e atos com vistas a nos posicionarmos coletivamente. Consideramos justa toda forma de amor. Nota da Diretoria da ADUR-RJ Seropédica, 19 de setembro de 2017  

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