DIA DO TRABALHADOR
- ADUR

- 24 de mai. de 2016
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A reivindicação dos milhares naquele 1º de maio era de um equilíbrio matemático: a divisão do dia em três períodos de oito horas. Uma parte para o trabalho, outra para dormir e outra para o lazer. 130 anos depois, o levante dos operários anarquistas e socialistas no coração da indústria estadunidense em 1886 reverberava entre os trabalhadores cariocas reunidos no maior bairro suburbano do Rio de Janeiro. O paralelo com a greve geral dos operários de Chicago no século XIX – marco do Dia do Trabalhador - é inevitável: falamos de um Brasil que avança a galope rumo ao passado. Fortalecidos no vale-tudo pelo poder que desestabilizou o país, os conspiradores da república ameaçam conquistas básicas de nossa sociedade: flexibilização da CLT; terceirização geral e irrestrita; privatização dos serviços básicos; redefinição da tipificação de trabalho escravo; impedimento de qualquer formação humanista nas escolas. A lista de barbaridades é longa e cresce a cada dia. Daí a importância desse primeiro de maio de 2016. Concentrado em uma das pontas do imenso estirão verde do Parque de Madureira, o Grande Ato do Dia do Trabalhador reuniu dezenas de movimentos e organizações de esquerda e marcou o encontro de trabalhadores, lutadores sociais e militância anti-capitalista. O tom geral foi de consenso nas análises e propostas – coisa difícil no campo da esquerda. Se não unânime, a defesa de uma greve geral para conter o desmoronamento da sempre violada Constituição de 88 foi pontuada pela maioria dos representantes. Chicago ecoando em Madureira. O presidente da ADUR-RJ, Markos Klemz, ressaltou a relevância do local do ato. “Nós sabemos muito bem como é importante estar aqui porque a nossa universidade é uma universidade periférica”, pontuou. Também participaram do ato os movimentos dos atingidos pelas barragens, alunos das escolas ocupadas, familiares das vítimas do genocídio do povo negro pelo Estado. Além da ADUR-RJ, outras 27 entidades construíram o evento.




