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Servidores federais iniciam negociações de 2026 com cobrança por reajuste salarial e avanços estruturais


Na última quarta-feira (26), foi realizada a primeira mesa de negociação de 2026 entre o governo federal e as entidades representativas dos servidores públicos. A reunião tratou de temas importantes, como reajustes de benefícios (alimentação, saúde e creche), a criação obrigatória da Comissão Interna de Saúde do Servidor (CISP), saúde mental e condições de trabalho, além de debates sobre a legislação vigente, como a LDO e normas que impactam a equiparação com outros poderes.


Também foram abordadas pautas estruturais ainda sem encaminhamento concreto, como a revogação de dispositivos que limitam reajustes, o Decreto nº 10.620, a regulamentação da Convenção 151 da OIT e propostas de reformulação da administração pública. As entidades sindicais destacaram a necessidade de avançar nas negociações, diante do curto prazo imposto pelo calendário eleitoral.


No que diz respeito ao reajuste salarial, as entidades cobraram que o governo assegure, já na próxima Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a previsão de recomposição para 2027. A avaliação é de que, sem essa garantia na lei orçamentária, há risco de que a próxima gestão se inicie sem qualquer perspectiva de reajuste para o conjunto dos servidores públicos, o que reforça a importância de uma atuação preventiva ainda neste ciclo.


Em relação aos auxílios, o governo apresentou reajustes como o aumento do auxílio-alimentação para R$ 1.192, do auxílio pré-escolar para R$ 526,64 e da assistência à saúde suplementar para R$ 213,78. Embora as entidades reconheçam o avanço, ressaltam que os valores ainda são insuficientes diante do custo de vida e, sobretudo, que aposentados e aposentadas seguem sem acesso a esses benefícios, o que aprofunda desigualdades dentro da categoria.


A ADUR acompanha atentamente os desdobramentos desse processo e reforça a importância da mobilização da categoria. Nos dias 10 e 11 de abril, esses temas deverão estar no centro das discussões nas IFES, fortalecendo a construção coletiva de estratégias em defesa dos direitos das(os) docentes e do serviço público.

 
 

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