Greve Geral Já: organizar a luta contra as reformas ainda em 2017!

Os ataques da burguesia oligárquica e do governo Temer contra os direitos dos trabalhadores se aprofundam. A política de austeridade fiscal, que se manifesta sob a forma de reforma trabalhista, privatizações e reforma da previdência, mostra o ímpeto de radicalizar concentração de renda e desigualdade social.

As recentes medidas de redução do piso salarial no serviço público federal e a recomendação de fechamento da UERJ e demais universidades estaduais, acompanhadas de demissões de servidores, mostram que esse ataque não irá respeitar limites. Essa conjuntura exige uma máxima capacidade de mobilização e organização.

Apesar dos ensaios de grandes mobilizações do 24 de novembro de 2016, do 15 de março e do 28 de abril neste ano, a política de conciliação de classes das centrais, e uma certa dose de apatia das bases, permitiu que ainda em 2017 as reformas neoliberais avançassem. Assim, entramos no segundo semestre de 2017 com uma grande paralisia, imposta pelo desvio de foco da resistência contra as reformas, para a campanha de Diretas Já. Essa situação precisa mudar.

Somente com a construção de uma greve geral pela base será possível mudar a correlação de forças na sociedade. A greve geral, sendo condição essencial, mas não exclusiva, exige um aprofundamento da participação das categorias em processos de organização e mobilização locais. A construção da greve geral exige também a construção de uma plenária autônoma de base, capaz de se opor a burocracia sindical das centrais sindicais oficiais e dos sindicatos pelegos e aprofundar a unidade tática e organizacional das diferentes categorias. Por isso é preciso realizar um chamado imediato à construção da greve geral.

É preciso apontar a construção unitária de um plano de lutas contra as reformas, que sinalize greves gerais de 72 horas com manifestações de massa em Brasília, ainda em 2017. Não podemos nos deixar imobilizar pela burocracia sindical, nem podemos ficar esperando uma solução miraculosa pelo incerto processo eleitoral de 2018, enquanto os setores mais reacionários da direita se articulam, com o apoio dos aparelhos de repressão do Estado e da grande mídia que se robustecem desde o início deste século. Também não resolve ficarmos apenas apaticamente observando a burguesia oligárquica se autodevorar e destruir o país. É preciso uma mobilização imediata para ação direta contra as reformas! É urgente dar uma demonstração de força e dizer a essa oligarquia corrupta que eles não irão tomar o país de assalto.
Ousar lutar, ousar vencer!

Nota da Assembleia Geral da ADUR-RJ

Seropédica, 19 de Setembro de 2017




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