Manifestantes húngaros protestam há cinco dias contra reforma trabalhista do governo Orbán
- ADUR

- 6 de jan. de 2019
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Manifestantes húngaros protestam há cinco dias contra reforma trabalhista do governo Orbán
Na Hungria, país no leste europeu, a aprovação de uma lei trabalhista que permite às empresas exigirem de seus funcionários até 400 horas extras por ano, e pagá-las apenas três anos depois, desencadeou fortes protestos. Há cinco dias, manifestantes têm tomado as ruas para exigir que o primeiro-ministro Viktor Orbán revogue a medida.
No último domingo, a capital Budapeste foi tomada por cerca de 15 mil manifestantes que questionam a chamada “lei dos escravos”, mas também o que denominam como uma escalada autoritária do presidente húngaro de ultradireita. O governo tem respondido com repressão. A lei trabalhista aprovada estabelece o aumento de 250 para 400 o número de horas extras permitidas a cada ano; os empregadores podem fazer acordos de horas diretamente com trabalhadores, e não apenas em negociações coletivas com sindicatos; e as empresas poderão liquidar os pagamentos das horas extras acumuladas em até três anos. Antes, o prazo era de um ano. A medida visa favorecer empresários e resolver um problema de escassez de mão de obra enfrentado pelo atual governo que, contraditoriamente, é anti-imigração. Além disso, Orbán também aprovou uma lei para estabelecer novos tribunais administrativos que responderão ao governo e cuidarão de temas sensíveis como a lei eleitoral, protestos e acusações de corrupção. A medida é vista como uma forma do governo aumentar o controle sobre a Justiça e a imprensa do país. Segundo as agências de notícias internacionais, os sindicatos do país ameaçam convocar uma greve geral caso o presidente sancione a lei. Orbán e Bolsonaro Em novembro, Bolsonaro disse em entrevista que falou com Orbán por telefone e que o primeiro-ministro é um “grande parceiro” e que a nação húngara “sabe o que é ditadura” e que o Brasil não. Orbán sinalizou que poderá estar no Brasil em 1° de janeiro para a posse de Bolsonaro. Com informações Reuters, AP
Fonte: CSP-Conlutas




