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Repressão no ato em defesa da CEDAE e das universidades estaduais

  • Foto do escritor: ADUR
    ADUR
  • 13 de fev. de 2017
  • 2 min de leitura

No dia 9 de fevereiro, a população tomou as ruas do Rio de Janeiro para protestar contra as medidas de austeridade

propostas por Pezão e endossadas por Michel Temer. Além do esforço para concretizar o fechamento das universidades estaduais, o Governo também decidiu privatizar a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE), responsável pelo saneamento básico de todo o estado.

C

omo de costume, o braço armado entrou em ação e massacrou tanto quem protestava, quanto quem trabalhava ou passava pelas imediações da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Durante mais de três horas, a PMERJ perseguiu estudantes, professores, servidores públicos e moradores com bombas, bala de borracha e gás de pimenta. Um caveirão rondava as ruas de forma a costurar as pessoas, policiais debochavam de quem sofria os efeitos do gás, um segurança do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) apontou arma para um estudante que tentava resgatar um amigo perdido.

Em dado momento, quando seguíamos para o metrô da Presidente Vargas, o grupo em que nossa equipe estava foi encurralado nas portas do CCBB enquanto policiais em motos, atiravam de forma descontrolada em quem estava no meio da rua. Depois de muito terror, um PM baixou a arma e indicou por onde deveríamos sair. Mesmo que desconfiados, entendemos que o melhor era sair dali. Assim que começamos a andar, uma das motos avançou de forma a nos amontoar. Logo veio o estouro, a fumaça, o zunido no ouvido e a dor de cabeça. Estouraram uma bomba a menos de um metro de onde estávamos.

Para nós, o ato acabou assim que conseguimos sair dali e o saldo foi de muitos feridos, um secundarista no hospital e o desejo de gritar ainda mais alto. A luta continua e amanhã iremos às ruas mais uma vez.

Nesta terça teremos dois atos: um em defesa da CEDAE e outro pelo Hospital da Posse. Para reservar vaga nos ônibus, basta fazer contato pela página ou no número (21) 3787-8464.

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