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Carta de Solidariedade da ADUR à profa. Jennifer Webb (UFPA) e por medidas efetivas de combate ao Feminicídio

A Diretoria da Adur vem à público manifestar solidariedade à Profa. Dra. Jennifer Webb (UFPA), companheira valorosa e que cumpre importante papel militante no movimento docente, compondo a Diretoria Nacional do ANDES-SN (2021/2023 e 2023/2025), que denuncia seu ex-companheiro por violência doméstica, companheiro também de militância sindical do ANDES-SN. A partir da medida protetiva e do processo judicial em curso, outras denúncias ganharam palco nesse caso, expondo uma prática, recorrentemente, marcada por abusos e violências. Somamos ao apoio prestado por diversos coletivos do ANDES-SN, e de seções sindicais como Sinduece, Sindurca e Sindiuva. E neste sentido, também nos dirigimos a todas as demais mulheres vítimas, nos manifestando em total solidariedade.


Solidariedade, acolhimento e proteção são fundamentais para mulheres vítimas de violência, especialmente no espaço doméstico, do trabalho e de atuação política. Estes espaços comprovadamente são onde as mulheres estão mais ameaçadas.


E como acolher? Não basta a solidariedade, é preciso espaço seguro e que garanta apoio para as mulheres. Como movimento docente, capilarizado e com atuação nacional, podemos e devemos fazer mais diante da escalada do feminicídio e das violências que mulheres sofrem cotidianamente.


Infelizmente perdemos a oportunidade no 44º Congresso do Andes-SN (realizado de 2 a 6 de março em Salvador). Apesar do clamor de mais de 100 mulheres, que assinaram uma proposta de Texto de Resolução a ser apreciada em caráter extraordinário no Congresso, não houve acolhimento da direção do nosso sindicato nacional. Ao contrário, o apelo inicialmente foi negado pela diretoria do sindicato, e em recurso às delegadas e delegados, no início do congresso, foi encaminhada para discussão por ampla maioria. Contudo, não chegou a ser de fato priorizada nas plenárias de decisão do Congresso, e não resultou na aprovação de propostas que seriam mais concretas.


Propostas, estas, que fortaleceriam o primeiro acolhimento, especialmente em caso de violência doméstica contra professoras, com o apoio jurídico básico, dentre outras medidas, para que possam enfrentar o processo, que sabemos não é acolhedor, e muitas vezes salvaguarda o agressor, e não a vítima. Tivéssemos avançado em uma proposta como esta, a companheira, que enfrenta, psicologicamente e juridicamente, seu agressor por violência doméstica, mas que também é companheiro de atuação sindical, certamente estaria mais fortalecida.

Por tudo isso, reforçamos o caráter de urgência da aprovação de ações concretas por parte do nosso sindicato nacional, e o fortalecimento de uma rede de apoio nas sessões sindicais para mulheres vítimas de violência. Esperamos que o tema seja priorizado no CONAD de julho/2026.


A rede de apoio que pode ser formada pelo nosso movimento sindical, se somará às políticas públicas, e a Lei Maria da Penha. Como temos visto, a lei não tem sido suficiente para combater a epidemia de feminicídio no Brasil, por isso todo e qualquer esforço de preservação e proteção da vida das mulheres é urgente e necessário.


Parem de nos Matar!

Diretorias da Associação Docente da Universidade Federal Rural do Rio de Janreiro - Adur-RJ/Seção Sindical do Andes-SN


Confira o Texto de Resolução apresentado no 44º Congresso do ANDES


 
 
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